A atividade de técnicos de provedores de internet envolve riscos constantes: trabalho em altura, exposição à eletricidade, condições climáticas. Não à toa, esses profissionais estão classificados como categoria de alto risco pela NR-16. Diante desse cenário, a Análise Preliminar de Riscos (APR) surge como uma ferramenta essencial para a segurança dos técnicos e da operação do provedor.
O que é a Análise Preliminar de Riscos?
Também conhecida como APR, a Análise Preliminar de Riscos é uma metodologia preventiva que identifica e avalia os perigos potenciais antes da execução de qualquer atividade de campo, fundamental na segurança do trabalho.
Ela não é apenas um documento burocrático, é uma obrigação para o técnico observar o ambiente e se questionar: “Quais riscos estou enfrentando? Estou preparado? Tenho os EPIs corretos? O ambiente está seguro?” e só quando estiver em segurança, realizar a instalação.
È um documento que exige a análise crítica dos riscos específicos de cada situação. Por exemplo, dois técnicos podem trabalhar em postes diferentes no mesmo dia, e, embora a atividade seja similar, os riscos podem ser completamente diferentes:
- Um poste pode estar próximo a rede de alta tensão
- O outro pode ter cabos desgastados ou a estrutura comprometida
- As condições climáticas podem variar
A APR força a avaliação individualizada de cada ambiente e tarefa.
Quais os objetivos da APR?
A Análise Preliminar de Riscos tem múltiplos objetivos que vão além da conformidade legal.
- Identificação antecipada de perigos
Permite reconhecer riscos antes que se transformem em acidentes, como o trabalho em altura sem proteção adequada; proximidade com redes energizadas; condições climáticas adversas; ferramentas em más condições; piso escorregadio.
- Conscientização da equipe
A APR educa e sensibiliza os técnicos sobre os riscos reais da profissão, transformando a segurança em hábito e não em obrigação.
- Planejamento seguro
Organiza a execução da atividade, estabelecendo procedimentos seguros e uso correto de EPIs para cada situação específica.
- Prevenção de acidentes e redução de custos
Prevenir é sempre mais econômico do que remediar. Acidentes geram processos trabalhistas; afastamento e custos com benefícios; danos à reputação da empresa, impacto nas equipes.
- Conformidade legal
Demonstra que a empresa está cumprindo suas obrigações com saúde e segurança do trabalho, protegendo-se de ações judiciais e penalidades.
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Quem deve fazer a APR e como funciona?
A elaboração da APR deve envolver profissionais de nível estratégico e operacional. Ao nível estratégico, Técnicos de Segurança do Trabalho e Gestores de Operações devem definir os riscos padrão de cada atividade e treinar as equipes. Operacionalmente, os técnicos de campo são os executores da APR antes de cada serviço.
Com a APR, a segurança vira um pilar da sua empresa
Implementar a APR como padrão operacional no seu provedor representa muito mais do que protocolo de segurança: demonstra o compromisso que reduz riscos jurídicos e fortalece a reputação como empregador responsável.
A matemática é simples — investir em prevenção sai mais barato do que lidar com acidentes. Para os técnicos, o benefício essencial é voltar para casa com saúde, além de ganhar autonomia para recusar trabalhos inseguros sem medo de retaliação, desenvolvendo uma mentalidade preventiva que abre melhores oportunidades de carreira.
Já existem sistemas que permitem automatizar esse processo, como o Inmap Service. Ele digitaliza e integra a APR diretamente no fluxo de trabalho, tornando ela parte do dia a dia.



